Dourado

Nome: Dourado
Nome científico: Salminus brasiliensis
Água doce ou salgada: Doce

Onde encontrar: 
Devido à construção de diversas barragens nos grandes rios brasileiros, a espécie tem seu estoque populacional diminuído consideravelmente; porém, ainda é encontrado durante todo o ano, principalmente na Bacia do Prata, onde vivem nas corredeiras e na boca de lagos durante a vazante – à procura de alimento. Durante a desova, procuram as cabeceiras dos rios, de águas mais limpas, onde os alevinos têm maior chance de sobrevivência. O tamanho mínimo para captura é de 60 cm.

Dica para pescá-lo: 
A espécie tem a boca muito dura e com poucas partes em que a garatéia possa se prender. Por isso, o uso de iscas artificiais pequenas é bastante indicado, por se acomodarem melhor na boca do peixe. Afiar os anzóis também ajuda na hora da fisgada.

Características: Considerado o “rei dos rios”, o dourado pertence a uma família que tem o corpo lateralmente deprimido e o maxilar inferior proeminente. O tempo médio de vida é de 15 anos e seu porte varia de acordo com seu habitat; são encontrados exemplares de 70 a 75 cm e peso de 6 a 7 kg na Bacia do Paraguai, no Pantanal. Na Bacia do Prata e Bacia do São Francisco, alguns raros exemplares podem atingir os 20 kg. A espécie apresenta o chamado dimorfismo sexual, com as fêmeas sendo sempre maiores que os machos, podendo atingir mais de um metro de comprimento. O dourado macho tem espinhos na nadadeira anal, que não aparecem na fêmea.

Conforme vai ficando adulto, sua coloração se torna amarelo-dourado, possuindo reflexos avermelhados com uma mancha na cauda e estrias escuras nas escamas; na parte inferior, a coloração clareia gradativamente, com cauda e barbatanas possuindo coloração avermelhada. Cada escama apresenta um pequeno filete negro no meio, formando riscas longitudinais dessa cor desde a cabeça até a cauda e do dorso até abaixo da linha lateral. Possuem anal longa e grande número de escamas na linha lateral.

Hábitos: 
Carnívoro agressivo e canibal, o dourado se alimenta de pequenos peixes nas corredeiras e nas bocas de lagoas, principalmente durante a vazante, quando os outros peixes migram para o canal principal. Sua dieta é formada basicamente por tuviras, lambaris e piaus.
Os exemplares nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas – piracemas -, podendo deslocar-se até 400 km rio acima e percorrendo uma média de 15 km por dia.

Curiosidades: É o maior peixe de escamas da Bacia do Prata e pode saltar mais de um metro para fora d’água quando está subindo o rio para desovar, vencendo grandes quedas d’água com facilidade.